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Eleições Não vou forçar ninguém a votar em quem quer que seja, pois não acho isso certo. Cada um escolhe aquele que considera e avalia como melhor representante, principalmente das necessidades coletivas. Quando digo que votarei no Mestre Kim é por isso, por ser um dos pouquíssimos que se preocupam com as necessidades dos artistas marciais e luta contra o Cref. Espero que vocês entendam isso. Se alguém compartilha da mesma causa, o número do Mestre Kim , para Deputado Federal é 2215. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 21h29 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Educação Ontem assisti ao programa do canal Discovery Home and Health – SOS Babá, em que uma babá dá dicas para as famílias de como os pais devem educar seus filhos. O mais interessante é que, na maioria das vezes, a babá educa (ou reeduca) os pais, e não as crianças! Falta de senso, descontar as frustrações e não ter tempo são fatores primordiais dos pais educarem tão mal os filhos. Ora, educar mal os filhos não me parece sensato, na verdade, a família toda, deveria se educar junta. Vivemos numa época em que achamos que educação é coisa para menores de idade. De fato, os menores de idade necessitam de uma educação inicial e um nível de atenção grande e por muito tempo, mas nós, adultos, temos a falsa sensação de que já estamos prontos. Se uma pessoa, durante uma conversa, porta-se de uma forma inadequada, ao invés de alguém conversar, propor uma forma diferente da pessoa se portar, o que as pessoas fazem? Distanciam-se. As Artes Marciais me fascinam por isso. A figura do mestre, sensei ou similar, não apenas ensina a lutar, mas a polir o caráter da pessoa. Isto também se refere à educação: normas de conduta, formas de se expressar, devem sempre ser corrigidas, sejam elas em qualquer idade, cabe ao sensei, figura esta que na sociedade, se destaca por saber os segredos das “coisas”, corrigir e encaminhar as pessoas. Talvez devêssemos acreditar nisso; talvez esta seja a nova educação, a completa, aquela que abrage todas as camadas da sociedade. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 21h41 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| O legado Samurai Os Samurais não foram a única classe de guerreiros no Japão feudal, muito pelo contrário: os guerreiros eram classificados de acordo com a escola na qual treinavam e o cargo que designavam. Aqueles que serviam em Edo (capital do Shogunato) eram guerreiros de primeira classe, tinham o direito de usar duas espadas e acesso a cidade-capital. Já os guerreiros de segunda classe, normalmente, pertenciam a escolas de guerreiros não-oficiais ou em províncias das quais seus proprietários (Daymiô – similar a governadores), não possuíam muita influência política, usavam apenas uma espada e tinham cargos inferiores como guerreiros. Outra classe de guerreiros era os agrários, que aprenderam a guerrear para defender suas terras. Estes eram treinados em escolas onde o objetivo era de fato a proteção da terra dos próprios agrários da região. Existiam também os clérigos-guerreiros, monges que por serem místicos, geravam um medo muito grande dos outros guerreiros e, por terem proteção clerical dentro do país, eram mortais guerreiros. Por fim, temos os Samurais, classe especial devido à forma com que eram concebidos. Eram treinados para proteger pessoas (função de guarda-costas) e, principalmente, pessoas da alta sociedade e do governo. Não ficaram famosos por causa da luta em si, mas por terem em especial um código de conduta muito, muito severo (lembre-se de que todos os citados acima tinham código de conduta também), não recebiam dinheiro, se falhassem cometiam suicídio e tinham carta-branca para, em caso iminente, matar. Como podemos ver, os Samurais não são os precursores do ritual e dos códigos de conduta, muito menos os fundadores deste "way of life”, mas tiveram copiado seu estilo de vida, principalmente por serem os mais severos no seu código de conduta e treinamento, fato este que foi causando vários contratempos. Por exemplo, de tanto serem copiados, na era Tokugawa, o Japão teve o maior desemprego de sua era, pois todos os homens queriam ser Samurais, como não havia emprego para todos, eles viraram "samurais sem dono" – Ronin –, alguns com caráter duvidoso e muitos com o objetivo pessoal de se colocar à prova de algo ou alguém. Claro que o final disto foi a queda dos Tokugawa, que eram Samurais e a reposição do Imperador como premier -tendo poder político novamente. Sabedoria e distribuição correta da ocupação poderiam ter prorrogado a era Samurai, mas, como em qualquer regime de governo, houve ascensão e queda, porém, o legado dos guerreiros japoneses continua vivo, somos seus representantes, devemos manter esta tradição viva. Que assim seja! OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 19h16 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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O que eu acho do vale-tudo Resta uma dúvida sobre o que eu penso do Vale-Tudo. Muitas pessoas falam em meu nome e dizem, às vezes, coisas que não são verdade. Primeiramente, devemos ir a fundo nesta questão: o que é vale-tudo? Ora, no passado, nos tempos dos filmes românticos (Karatê Kid, Bruce Lee, Chuck Norris) existiam lutas nas quais os lutadores, em muitos momentos, usavam técnicas ou golpes diferentes dos outros. Muitas vezes, as grandes lutas aconteciam em lugar aberto, com lutas valendo de tudo (pedaço de pau, pedras, areia etc.) e sempre havia uma questão entre os estilos de Artes Marciais: qual é o melhor? Esta resposta aconteceu na década de 90, quando ocorreu o primeiro campeonato de “ vale-tudo” nos EUA. Naquele momento, o que presenciamos foi a vitória das então chamadas “Artes Marciais Realísticas” sobre as então modalidades tradicionais, principalmente o império da família Gracie com seu Jiu-Jitsu e sua, na época, fabulosa luta de chão. O tempo passou e então aquelas modalidades, que foram convidadas para participar dos primeiros eventos, viram que na verdade foram escolhidas a dedo, principalmente porque nelas nada de luta de chão havia, sendo assim, eram um alvo fácil dentro de uma regra que privilegiava os lutadores. Então, hoje em dia, todos que participam destes eventos, treinam as mesmas técnicas e, a exemplo da maioria das modalidades esportivas, o óbvio aconteceu: houve paridade entre todos os lutadores e o tão falado termo “invencível” acabou. Hoje, vemos que todos temos de perder; às vezes, perder mais do que ganhar, para conhecer a vitória. Nesta época, podemos nos lembrar que o lutador que entrasse para lutar, sem dúvida alguma, não levava o seu nome, mas sim o do seu estilo: se ganhasse, o cara era bom; se perdesse, o estilo era ruim. Ora, será que modalidades que não têm contato não prestam? Tai Chi Chuan não traz benefícios para o ser humano? Os Katas do Kung Fu não servem para nada? Infelizmente, o ônus do vale-tudo é, hoje, as pessoas acharem que modalidade boa é aquela que bate mais, e não aquela que é boa para o ser humano! Pensemos que este tipo de campeonato, de fato, tem um nome que não condiz com sua essência: vale-tudo é aquilo que você usa em qualquer situação (armas, pedras, cadeiras), enfim, tudo aquilo que lhe convier e que faz com que você ganhe e não morra. Respeito os estadunidenses por várias razões, mas, de fato, temos de admitir que no quesito organizar, refazer e promover modalidades esportivas são imbatíveis. Dentro deste cenário, hoje os estadunidenses assumiram a maior parte destas competições, tiraram o nome vale-tudo e colocaram MMA - Mixed Martial Arts (mescla de artes marciais); tiraram o peso das modalidades, a imagem de que os atletas representam o estilo, e sim de que eles representam a si próprios, justificado pelo próprio público: eles democratizaram a modalidade e a transformaram em audiência livre, pessoas comuns, aquelas que não lutam, e sim querem ver um bom entretenimento. Não sou contra MMA, sou contra vale-tudo! Não permito que meus atletas lutem no Brasil! Aqui ainda estamos nos anos 90, pois se paga mal, eventos são mal organizados e não existe carreira, embora os melhores estejam aqui (como no futebol). Se fosse contra, estaria sendo mentiroso comigo mesmo, uma vez que já participamos de uma série de competições, desde Karatê tradicional, Judô, Contato Total, e o próprio Sport Jujitsu, regra que não é a nossa. Portanto, sou a favor de lutarmos e mostrarmos que o MJJ é uma técnica ótima para se treinar, mas, independente disso, acho que o mais importante é: qualquer atleta, de qualquer arte marcial, deve ser campeão da sua própria modalidade, antes de querer alçar vôos para fora. Competimos em qualquer lugar e com quem for, desde que não seja tendencioso, político e classista, mas, juro a vocês: lutar não é privilégio apenas da arte marcial, principalmente porque lutadores, como já escrevi anteriormente, são pessoas completas. Já fomos governo, influenciamos a arte, literatura etc. e com certeza não será lendo rótulos de suplementos alimentares que alcançaremos cultura. Aqui há lugar para todos: lutadores, professores, faixas-pretas, lírico-filosóficos ou simplesmente simpatizantes, se você quiser encarar um lutador de MJJ, pense bem:você pode nos derrubar na luta, mas nosso trato é também fazermos uma luta de argumentos; se for aceito, começaremos pela última, se houver vitória, lutaremos! OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 19h26 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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