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DO : Caminho BUSHI : Guerreiro
É, portanto, o caminho dos guerreiros, no que se transformou então no caminho dos Samurais! Seu nome é HAGAKURE 葉隠 , o símbolo acima, hoje, representa o livro, mas fontes dizem que permanecia a um clã japonês, mas este símbolo ficou eternizado como o real símbolo do Hagakure, o livro dos Samurais.
Claro que, lendo o livro hoje, vemos que uma série de coisas escritas já não possuem mais sentido, mas, se puxarmos sua ideologia, veremos que o Hagakure continua atual, com sua forma retida de pensar, a lógica dos Samurais e seu código, que era seguido a risca.
O Hagakure é e sempre será um guia para todos que ainda, de uma forma ou de outra, procuram o jeito Samurai de se viver. Como disse anteriormente, fazemos parte desta herança. Esta é uma leitura obrigatória para qualquer praticante de artes marciais japonesas, principalmente para nós, que de fato usamos princípios destes em nossa aula e sociedade. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 19h59 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Palavras! O significado das palavras, é claro que na nossa língua, devido à enorme riqueza e à abundância de traduções, nos parece mais simples, afinal, para maioria das coisas, possuímos uma palavra (o Faustão diz que a língua portuguesa não é uma língua, é um código secreto!). Na língua japonesa, assim como no inglês, há uma riqueza limitada, em relação a nossa, por isso, uma palavra, por vezes quer dizer duas ou mais coisas. Outro fator importante é a caracterização das palavras! No japonês, por vezes, uma palavra significa mais do que sua própria tradução, ex. Shomen, que quer dizer à frente, mas também quer dizer céu, mas para as artes marciais japonesas, significa aquilo que está a nossa frente (a casinha) no caso o Shomen (já é o próprio nome da casinha!); para o povo japonês o Shomen é a representação do Hachiman, a divindade da guerra/luta. É claro que é muito difícil entendermos isso, pois para os japoneses, Hachiman não existe, só seu conceito, o conceito da guerra/luta, e é a isso que cumprimentamos.Mas se fosse no Brasil, já entenderíamos que deveríamos nos curvar a algum santinho, é claro que se contássemos isso no Japão, todos iriam rir de nós! A palavra OSS, tem a mesma problemática. Literatos fazem menção ao erro, dizendo que deve se escrever OSSU, mas se de fato, OSS não é abreviatura de Onegaishimasu ou Arigatou Gozaimasu? Ora se você for abreviar um nome como, por exemplo: Francisco, o que é correto, Chico, ou Fran? Por outro lado, não conheço ninguém que fala OSSU, e sim OSS, e por ser uma abreviatura, esta isenta de uma classificação específica, porque eu abrevio uma palavra da forma que eu acho correto. Quando morei na África do Sul, percebi o quão fácil é ensinar palavras japonesas para brasileiros, pois nossa fonética é quase a mesma do Japão! A letra A se pronuncia igual ao A no Brasil, já a letra A em inglês se pronuncia E. então “O-SOTO-GARI”, em inglês, se pronuncia “O-SHOTO-GUERY” isso traz uma dificuldade enorme para o aprendizado. Fico pensando se este não é um fator que ajudou o povo japonês para imigrar em massa para o Brasil e não para outros lugares. Oss - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 09h40 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Mestiços Você sabia que métodos usados nas artes marciais japonesas na verdade, nasceram do confucionismo, Taoísmo ou Budismo? Termos como: lei da não-resistência, luta bidirecional e meditações nas aulas não nasceram nas artes marciais. Foram importadas da Ásia, absorvidas pela população japonesa, que acabaram refletindo nos guerreiros. É importante afirmar que, o fato das artes marciais (na sua grande maioria) não serem exatamente “ puras” não diminui sua grandeza, muito pelo contrário, pois o próprio Japão teve uma enorme influencia dos países asiáticos na sociedade, cultura, religião, artes e também nas artes marciais, e hoje é o segundo maior país do mundo economicamente. Mas é claro que esta informação é muito importante para nós, pois muitas pessoas, desconhecedoras da história das artes marciais, dizem: “Ah, esse Ju-Jitsu não é puro”, mas talvez o fator que o faça ser tão bom assim, seja ele não ser puro assim como no início, já que as artes marciais japonesas, também tiveram sua influência. Claro que não é por este argumento que a partir de agora vamos usar os nomes em português, apelidar tudo, e usar a aula como se fosse um treino de basquete. O Japão absorveu várias culturas, mas soube imprimir sua forma em tudo o que absorveu! Seu caráter se manteve como linha mestra Assim nós fazemos também com o MJJ, claro que não somos Karatê com Judô, muito pelo contrário, mas não podemos negar que há influência das artes marciais tradicionais há muitas décadas na maioria das lutas! Por isso, possuímos origem! Nossa linha provém do Japão, dos irmãos ONO, mas é claro que, com os anos, o MJJ não se manteve o mesmo, graças a Deus, senão não estaríamos à frente do Ju-Jitsu Mundial. Devemos nos orgulhar disso!! OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 20h25 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| sentido na vida! Existem pessoas que, durante a vida toda, passam por uma crise existencial, não acham sentido na vida, não conhecem amigos verdadeiros e, principalmente, acham que, se morressem agora, não fariam falta a ninguém, e o mundo continuaria tranqüilamente. Alguns destes procuram uma solução instantânea: ou caem nas drogas, ou na vida fútil. De verdade, o MJJ deu sentido à minha própria vida, e sei que na de muitos também. Dentre nossos Senseis, muitos perderam parentes, carreira, amores e encontraram no MJJ um sentido na vida. Sei também que isso é uma responsabilidade enorme, não só para mim, mas para todos os que comandam o MJJ. Preocupo-me muito com isso, para que às vezes não estejamos “bitolando” os alunos. Mas também penso no benefício, não só da atividade física empregada, mas também psicologicamente nas pessoas! Ju-jitsu não é uma religião, mas acredito fielmente que somos uma filosofia de vida, uma forma de pensar, uma sociedade com regras bem definidas, amparadas no crescimento individual. Aqui ninguém olha para os lados, e se o faz, é corrigido pelo Sensei, para que passe a olhar para si próprio. As graduações servem exatamente para isso, para que a cada dia você olhe para sua cintura e veja que sua vida não é insignificante, que você está crescendo e, na faixa-preta, você poderá se doar e ajudar outras pessoas (lecionando), que talvez tenham os mesmos problemas que você, e que talvez o próprio fato de ensinar, dê um sentido ainda maior a você. Se você não sabe lutar, se acha desajeitado ou não tem coragem para atacar ninguém, comece a treinar MJJ, ou talvez você já esteja treinando e tem estes medos. Então, faça uma pausa e enxergue como você era ontem, e se ao treinar, você sabe mais do que ontem, não há motivos para parar! Se todos são melhores que você na academia, mais novos, mais velhos, mais espertos, dedicados, lembre-se sempre de que seu maior inimigo, está sempre ao seu lado, ele é seu eu anterior, aquele que quer que você fique estacionado e não cresça. Vença-o e ganharás uma vida nova. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 18h31 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Musashi O maior Samurai da história, “Takezo” Musashi, na verdade, começou sua saga com um amigo Matahachi, tentando mostrar ao mundo o que era ser um jovem bravo. Após uma série de acertos e desacertos (se deram mal no meio de uma batalha, foram enrolados por mãe e filha estelionatárias) eles se separaram. No final, seu propósito mudou, não seu ideal. Musashi queria ser o maior samurai do mundo, e conseguiu. Infelizmente, seu amigo ficou pelo caminho, se rendeu as agruras da dupla feminina. Como já escrevi anteriormente, após o ano de leitura “forçada”, Musashi passou a encarar o fato de ser o melhor de uma forma diferente, pois ele não mais queria provar aos outros que era o melhor, ele queria provar pra ele! Nas batalhas, passou a respeitar seus oponentes e suas habilidades, e passou a usar estratégia nas suas lutas. Claro que o fim desta história é de certa forma o óbvio! O que um homem, após de provar a si mesmo seu objetivo queria? Ele se recolheu e viveu seus últimos dias só escrevendo sua filosofia. Claro que, desta história, nós podemos tirar uma série de lições, e olha que a história do Musashi, foi escrita em um jornal diário, com pedaços a cada dia. Talvez isto nos sirva para nunca deixarmos escapar nossos objetivos e que por mais “refinados” nos tornemos – seja financeiramente ou de conhecimento, não devemos desviar dele, refine-o também, mas não saia do seu eixo e, talvez, ao fim da sua vida, você possa fazer como o grande Musashi, escrever suas memórias e sua filosofia, e perpetuar na história. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 20h14 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Preconceito! Você tem primeira impressão das pessoas? As pesquisas dizem que sim, que observamos as pessoas pelos traços determinados dentro do biótipo das pessoas, mas não vou comentar o tradicional, como ser muito gordo, muito magro, feio, mas sim, por um preconceito que nos segue nas artes marciais: o ser forte. Claro que a pessoa ser forte já o diferencia das outras pessoas. Ora, quando você vai a um lugar, logo você percebe que lá existe uma pessoa forte, isto também se deve a dois fatos: um de apreciação das pessoas, pelo fato de você gastar disciplina e tempo para construir seu corpo; outro é a má imagem, aquela do famoso “ esse aí tomou bomba!” , claro que isto procede, visto que muitos usam. Mas acho que o pior deles é o de que pessoas fortes, atletas são burros, ignorantes. Não podemos definir os outros pela parte exterior, nem sexo, credo, raça, e biótipo também! Concordo que talvez a maioria das pessoas que são extremamente fortes, além desta droga velada, que é o esteróide, e é claro que se cai nisto, é porque tem a tal da “cabeça fraca”, mas isso não é absoluto! Pessoas fortes podem ser inteligentes também. Pensemos assim e veremos que todos devemos após a primeira impressão, acreditar que existe (e deve) a segunda impressão, que é a racional! Oss - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 21h26 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
| Assistencialismo! Hoje é o dia em que o MJJ tem alguns eventos, mas nenhum deles é de luta (por incrível que pareça!) Eles sempre nos dizem “ter orfanato, é comer bem em dezembro!”... e eles têm razão! Quando vamos lá jogar futebol, levar presentes etc., muitas pessoas já tinham os visitado, porém só uma vez por ano! Está chegando a época de irmos para lá, não só levar as coisas, mas também dar uma força moral para eles. Nascemos da periferia também e achamos um caminho para nos livrarmos da pobreza, porém cabe a nós ensiná-los que isto também é possível a eles. OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 10h23 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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Sonhos Ontem meu filho me perguntou: “- Pai você já teve um sonho?” Eu disse que vários, então lhe disse alguns, mas então ele questionou novamente: ”- Mas pai, eu estou falando daqueles sonhos que você nunca vai conseguir realizar!” Bem, aí pensei de fato no que ele tinha me dito... E falei assim: “- Filho, não existe sonho que não possa se realizar, pode demorar, mas se você for persistente, no fim você chega lá! OSS - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 10h15 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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