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Educação I Ao ler o livro Segredo dos Samurais, pude entender que a cultura japonesa se baseia na antropofagia de outras sociedades. Logo, este país soube como ninguém absorver culturas, rituais, religiões e afins, transformando-os em cultura própria, mas vejamos a nossa cultura: Onde nos transformamos em contemporâneos? Em 1922, na semana de arte moderna, Tarsila do Amaral expôs suas obras com seres com extremidades grandes e cabeças pequenas, em um local árido e quente. Quando Oswald de Andrade viu e observou isto, desenvolveu a teoria de que nossa cultura não passava de antropofagia cultural, em que absorvíamos as culturas de vários locais, transformando a nossa em cultura própria, baseada em alguma coisa que fosse nossa identidade. Ora, muitas pessoas dizem que a língua inglesa é parte de uma imposição política de países geopoliticamente superiores, mas, de fato, hoje falamos inglês não por imposição, inclusive porque houve tentativas de se ter uma língua só, mundial, e que fracassou, mas por que de tantas línguas existentes? Só é necessário apenas mais uma para estar globalizado, ou seja, para estar conectado a todos. De fato, acho que isso me remonta a criação do MJJ. Lembrando a criação do próprio ju-jitsu ou da própria cultura japonesa, posso entender o porquê de o Brasil ter se transformado neste país que assimilou como como nenhum outro estas artes, principalmente japonesas, em que suprimimos, selecionamos e recriamos aquilo que foi já feito pelo próprio povo japonês, pelo fato de, em épocas diferentes, termos nosso desenvolvimento cultural similar de simbiose com outras culturas, mas com uma tênue linha de descarte daquilo que não nos interessa. (...) - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 21h08 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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Educação II
(...) A partir deste raciocínio, faço esta ponte para a educação. Ora, para que serve a educação formal? O que aprendemos na escola? Quantos por cento do que você aprendeu na escola, você usa na sua vida? Será que na própria educação (mundial) teremos de utilizar a lei de Sturgeon, em que podemos dizer que, numa área, 90% das coisas feitas são lixo, e que assim, 90% de tudo também é! Aprendemos conteúdos fixos e somos simples espectadores sem qualquer interação. O construtivismo foi criado, teorizado e cientificamente avalizado, mas se mostrou ineficaz, da mesma forma que os outros sistemas... Mas por quê? Ora, porque ele também se baseia em um curriculum fixo, que estimula, mas é controlado pelo antigo sistema, em que o professor, facilitador dele, facilita aquilo que ele previamente sabe que deve estimular. Logo, o problema não está na forma e construção do aprendizado, e sim na falência do conteúdo, considerando aquilo que aprendemos como muito distante daquilo que executamos. Meu filho, com 7 anos, aprendeu mais comigo sobre Geografia, Matemática e Português do que a escola,mas por quê? Enquanto se é criança, as pessoas ritualizam as coisas para você, por exemplo, a sua festa de aniversário: seus pais escolhem o tema, o bolo e até os convidados! Na pré-adolescência isso passa a mudar, uma vez que você diz aos teus pais o que você pretende ter nela. Isso é fruto de uma sociedade burra, que manipula os papéis sociais, dificultando a escalada dele, além falta de compreensão das altas para as baixas. Qual a idéia certa então? Passamos décadas pensando, através de educadores e pesquisadores, behavioristas, marxistas e comportamentalistas que estudaram com afinco a forma pela qual o aluno deveria aprender, considerando que o que importa é baseado neste conteúdo que, ao meu ver, não passa de uma forma de se passar uma idéia Rousseau para os educadores (todos iguais), mas de fato, nada, desde a constituição da educação formal, mudou até hoje, no sentido de adequar as pessoas à sociedade, visto que nossa sociedade é feita por papéis sociais e também pensamos, e não como John Locke que imaginava, que as pessoas nasciam com 22 anos! Será que nosso currículo não deveria se preocupar em colocar nossas crianças a experimentar estes papéis sociais? Todos sabem o que um rei faz, como opera e como deve agir. A questão é: será que uma criança se permite ser ou se operacionalizar como um?Alguém o colocou em igualdade com esta diferença social? Mas a maior questão é este currículo, que não é voltado para a área elementar e se esquece de que esta sociedade se baseia no capitalismo e na ascensão social. Onde estão os ritos de passagem? E onde o currículo se encaixa nesta área do conhecimento? Desculpem, mas, para mim, Paulo Freire somente se diz educador social porque ele não passa de um educador político, despreza os mitos e ritos que a criança deve passar e suas teorias (se posso chamar disso) não passam de teoria, logo, não passa de algo tecnocrata. Pobre Paulo, se acha marxista, mas não passa de um republicano! Na escola, aprendemos a chamar a professora de tia, para que esta educação se assemelhe a educação caseira, em que familiarizamos a aula à casa. Pura idiotice! A entrada na escola deveria marcar e estruturar a criança nos reais papéis da sociedade. Nossa educação deve se basear naquilo que citei acima. A educação elementar deve ser ensinada sim, de fato, mas aquilo que todos professores dizem, mas não conseguem expressar, da tal utopia eletiva, nada mais é do que assim como a internet se mostra para aqueles cegos, como uma transformação, mas não passa de uma mídia renovada, com o mesmo formato jornalístico, televisivo, que nada teve de novidade, é um papel de vidro! Os profesosres querem ensinar para a vida, mas isso parece muito simples, quase como “ por que devo ensinar o corriqueiro?”, mas esquecemos que a nossa sociedade é estratificada e todos deveriam aprender todas as sociedades.Os papéis desempenhados nelas, o que se pode fazer em cada um deles. É a ética! O conceito de educação ideal não existe! Deveríamos estimular e criar alterações de papéis nas crianças, com simulações de valores e inversões de papéis o mais próximo possível da própria sociedade em que vivemos. Aprendemos isso nas artes marciais e, por ironia, ultrapassamos os marxistas-construtivistas-sócio-interacionistas. Sem querer, absorvemos uma cultura que hoje corresponde a uma das que tem a maior quantidade de cidadãos fora do país (Japão) e talvez esta seja a resposta para isto (ou uma delas) do porquê deste êxodo japonês para cá. De qualquer forma, nosso sistema de aprendizado deu resultado em uma pequena escala, poderia ser copiado como formação e hierarquização, inversão de papéis sociais e formação de caráter por entendimento de toda a rede social. Somos um exemplo e nem sabíamos disto!
Oss - Postado por: Shihan Ricardo Morganti às 21h08 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]()
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